Mari por Yuki Kahu

 “Eu sou tudo que você toca, ouve, respira. E, por consequência, você é tudo que eu toco, ouço e respiro. Nesta dança, juntos, somos um só. Eu sou a Senhora das espirais, dos padrões naturais da vida, e nutro tudo o que existe. Se há alguém que pode fazer crescer, essa sou eu. Eu sou o poço mais profundo, repleto de água cristalina e memórias. Eu sou a montanha mais alta, dura e implacável. Eu sou o mar revolto e calmo, as ondas fortes e a maresia. Eu sou o brilho prateado da lua, a floresta viva e vibrante, e meu é o teu caminho, pois quando pede por orientação, sou eu quem te guio. E quando olhares o rosto de uma mulher, lá você me verá. Quando ouvires a voz de uma moça, esta será minha voz. Quando o último suspiro da velha surgir, eu também lá estarei. Eu sou os lamentos e as alegrias do que você chama de Feminino, e meu é o que você chama do Sagrado Risco: arriscar-se a entender como sagrado tudo que existe é meu presente para você.” – Lilo Assenci

“Mari é a espuma do mar violento. É a semente que germina em êxtase e prazer. Diana, Yoni Gorri, Madonna, Aparecida… você tem tantos nomes Mari, quero te chamar por todos eles e sentir o mel em minha boca enquanto eu os pronuncio. Mari é quem mantém a chama da cozinha acesa, é o cheiro de comida que conforta, é o afago no cabelo de uma criança, é o abraço mais profundo do mundo. Mari, com M de mãe.”  – Naê