Em honra daqueles que, cruzando os Véus, fizeram do Reino das Fadas sua eterna morada e tornaram-se nossos Mortos Poderosos.

O que é lembrado vive!

Invocação Tradicional dos Mortos Poderosos

Nós chamamos os Mortos Poderosos de suas moradas no Outro Mundo,
As Antigas Mães e os Antigos Pais de nossa Arte,
Guardiões dos Segredos das Fadas
Que lavraram a Terra, que fiaram a lã
Que cantaram as canções, que sonharam os sonhos,
Que realizaram os atos de magia
Nós somos suas crianças!
Venham até nós, venham até nós, venham até nós,
Estejam aqui, AGORA!

Victor H. Anderson foi o professor fundador e GrandMaster da Tradição Feri de Bruxaria, iniciando seu ensino da Arte ainda na década de 1940. Poeta e autor, escreveu importantes livros, dentre eles “Thorns of the Bloodrose” e “Lilith’s Lantern”, e junto com sua esposa Cora Anderson escreveu “Etheric Anatomy”. Xamã e sacerdote, ensinou e iniciou muitos dos nomes mais proeminentes da Bruxaria, tendo seu ensino sobre a Arte impactado centenas de diferentes pessoas nas mais diversas tradições ao redor do mundo. Bardo e autodidata, adorava aprender e ler sobre magia, bruxaria e ocultismo, bem como cantar e contar histórias. Sua vida mágica começou quando foi iniciado, ainda criança, por uma mulher pequena e negra e, mais tarde, teve sua iniciação na década de 30 no Harpy coven, sitiado em Oregon. Conhecido por suas viagens astrais, muitos de seus conhecimentos sobre o Oculto vieram de suas experiências nos Outros Mundos. Foi casado com Cora A. Anderson, com quem dividiu uma vida mágica dentro da Feri por 57 anos. Com um acidente em sua infância, ele tornou-se quase cego, mas seus estudantes dizem que ele podia ver mais do que qualquer um. Em sua vida adulta, Victor tocava acordeão privada e publicamente como forma de sustento. Nasceu em 21 de Maio de 1917 em Clayton, New Mexico e morreu aos 84 anos, em sua casa em 20 de Setembro de 2001. Para honrar Victor, ofereça chá preto (Lipton) misturado com um pouco de manteiga.

Cora A. Anderson foi a professora fundadora e GrandMaster da Tradição Feri de Bruxaria. Nascida em uma família repleta de tradição mágica folclórica de forte influência Apalache e conhecimentos de cura, Cora herdou de suas antepassadas de sangue conhecimentos indispensáveis para a composição do que hoje conhecemos como Tradição Feri. Autora de livros importantes como “Fifty Years in the Feri Tradition” e “In Mari’s Bower”, também foi coautora do livro “Etheric Anatomy” com seu marido, Victor H. Anderson, com quem foi casada por 57 anos. Ensinou e iniciou nomes importantes para a comunidade da Bruxaria mundial, e também era considerada uma Bruxa de Cozinha nata, tendo uma abordagem direta e profunda sobre a Arte. Sua paixão residia em cozinhar e imbuir feitiços de cura em sua comida. Nasceu em 26 de Janeiro de 1915 em Nyota, Alabama e morreu aos 93 anos em 01 de Maio de 2007. Para honrar Cora, ofereça um pedaço de torta, mas tenha certeza de comer também um pedaço junto com ela.

Valerie Walker, também conhecida como veedub, foi um dos nomes mais proeminentes da Tradição Feri de Bruxaria, sendo responsável por sua divulgação na comunidade pagã estadunidense e internacional. Fundadora da linha DustBunnies, foi responsável por trazer a Tradição Feri para o Brasil, sendo uma das primeiras a ensinar Feri de forma bilingue (inglês e português). Iniciada duas vezes, a primeira vez em 1976 por Starhawk, e a segunda vez em 2001 por Niklas Glander e Willow Moon da linha NightHares, Veedub foi uma grande professora e bruxa, uma artista proeminente. Seus ensinamentos receberam influência direta do seu contato com Cora Anderson. Sob sua liderança, o conhecido Compost Coven floresceu e desenvolveu-se. Ao final de sua vida, falou abertamente sobre sua jornada com o câncer, e seu relacionamento com a morte e o ato de morrer. Nasceu em 16 de Maio de 1938 em Londres, Inglaterra e morreu em 7 de Junho de 2018, aos 80 anos. Para honrar Veedub, em suas próprias palavras, basta ofertar: “feijão com torradas, papoulas, qualquer coisa com cheiro de Segunda Guerra Mundial, café da manhã inglês com chá (uma porção de leite, duas de açucar), chocolate amargo, sanduíches de pepino, Star Trek Voyage, um domingo com a revista New York Times, cores brilhantes, Mozart, qualquer coisa que me faça rir, romances de Georgette Heyer, lavanda, oh, eu poderia continuar…”