Nimue por Yuki Kahu

“Eu sou a eterna criança. Para mim, flores e coroas são entregues, e eu fico ainda mais bela sob a luz do sol. Eu caminho em direção ao sol, eu ando sobre a superfície do sol, tudo isso sem me queimar. Minha pele pálida não se modifica, mas eu mudo… Ah, como mudo! Serpentes, cores, energias, tudo que é selvagem pertence a mim. Eu sou o próprio selvagem desde o início, desde quando amei Ela tão profundamente, que partilhamos o mesmo Coração Negro. O meu, um desenho em madeira, na pedra, nos riachos, nos animais, nas coisas, uma fração pulsante do que foi o início de tudo. O Dela, uma corrente de força e êxtase que flui diretamente para mim. Ela me segurou nos braços, beijou meus lábios, e me amou como nunca alguém me amará. E eu, inocente e curiosa, desejei por mais daquele prazer. O que veio depois, é a dança, o riso, o choro, o toque, o canto, a explosão. Desde então, eu caminho pelas estrelas, e canto uma canção que chama a sua e a de todos os seres. Um zumbido, uma cantiga, um murmúrio, que toca o mais fundo de cada existência. Eu sou a eterna criança e, em mim, há todos os mistérios do universo. Se quer vir comigo, me conhecer e se conhecer verdadeiramente, lá dentro, bem na sua essência, você só precisa fazer uma coisa: me dar a sua mão e lembrar que é a minha mão, a mão de uma criança, que você segura neste momento.”  – Lilo Assenci

“Quer conhecer Nimue? Trabalhe num jardim de infância.” – Pythio